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Guia do promotor

Trabalhar regularizado muda o jogo

Todo dia, muita gente boa deixa de crescer por causa de um medo. Uns têm receio da burocracia — acham que se formalizar é caro ou complicado. Outros evitam por causa do Bolsa Família, com medo de perder o benefício. Nos dois casos, o medo costuma ser maior que o problema. Mas existe regra, e é melhor você conhecer a regra do que ouvir boato: é isso que este guia faz, com a fonte oficial ao lado de cada ponto.

Primeiro medo: a burocracia

Trabalhar por fora parece mais fácil — até o dia em que você precisa

Quem trabalha sem registro fica desprotegido: não tem para onde correr se adoecer, se engravidar ou quando chegar a idade de parar. Quando você se formaliza como MEI, você deixa de ser invisível — e o que muda não é discurso, é lista.

Promotora de polo azul organizando o produto na prateleira da loja

O que o MEI te dá

  • Aposentadoria por idade — 62 anos com 15 de contribuição para a mulher; 65 anos com 20 para o homem.
  • Auxílio por incapacidade temporária (o antigo auxílio-doença) — se você ficar sem poder trabalhar.
  • Salário-maternidade — 120 dias.
  • Pensão por morte para os seus dependentes.
  • CNPJ próprio — conta bancária de pessoa jurídica, acesso a linhas de crédito para empresa e nota fiscal emitida por você, sem depender de ninguém.
  • Credibilidade no mercado — empresa que contrata serviço quer prestador regular. É a diferença entre sobreviver e construir.
Os benefícios do INSS têm carência — um número mínimo de meses pagos antes de começarem a valer: 12 meses para o auxílio por incapacidade, 10 para o salário-maternidade. Por isso vale começar cedo: o relógio só corre com o DAS em dia. Confira as regras atualizadas na página do INSS.
Segundo medo: perder o benefício

Abrir MEI, por si só, não corta o seu Bolsa Família

Aqui mora o maior mito de todos. O que define o direito ao benefício é a renda por pessoa da sua família — não o fato de ter um CNPJ. Só que existe regra, e ela tem quatro partes. Leia as quatro: é o que separa quem trabalha tranquilo de quem toma um susto seis meses depois.

1. O que conta é a renda por pessoa

Soma-se tudo o que a família ganha no mês e divide pelo número de pessoas da casa. Se o resultado ficar dentro do limite do programa, o benefício continua. Ter CNPJ não é, sozinho, motivo de corte — e não existe regra que corte o Bolsa Família por causa do MEI.

2. O MEI declara o lucro, não o faturamento

No Cadastro Único você informa o que sobrou depois dos gastos do negócio, não tudo o que entrou. Mas seja honesto na conta: a atividade de promotor tem pouca despesa — transporte, celular, o DAS —, então o lucro fica perto do que você recebeu. Não conte com um desconto grande, porque ele não existe.

3. Se a renda subir, existe a Regra de Proteção

Ninguém fica desamparado de uma hora para outra. Passando do limite, a família continua recebendo metade do benefício por até 18 meses, enquanto a renda por pessoa ficar até meio salário mínimo. Quem entrou na regra antes de junho de 2025 segue com o prazo antigo, de 24 meses.

4. Atualizar o Cadastro Único é obrigação sua

Mudou a renda, o endereço, o telefone ou quem mora na casa, você precisa procurar o CRAS e atualizar. É exatamente isso que protege você: cadastro em dia é o que evita bloqueio do benefício e cobrança de devolução lá na frente.

Onde confirmar, sempre. A TradeFlexPro não faz o seu Cadastro Único e não decide nada sobre benefício — quem decide é o CRAS do seu município e o Ministério do Desenvolvimento Social. Antes de fazer qualquer conta, confirme os limites e os prazos atuais na página do Bolsa Família, na Regra de Proteção e no guia oficial do MEI no Cadastro Único. Este guia é informativo e os valores do programa mudam.

Ou seja: dá para trabalhar formalizado e continuar no programa, desde que a renda por pessoa siga dentro do limite. E se um dia ela subir de vez, isso não é castigo — é o objetivo. O jogo muda quando você joga com as regras a seu favor.

Passo a passo

Como abrir o seu MEI

É gratuito, dá para fazer pelo celular em alguns minutos e não exige contador.

Tenha a conta gov.br

Nível Prata ou Ouro. É a mesma conta que depois emite a sua nota fiscal. Dá para subir de nível pelo app gov.br, pelo banco ou pelo aplicativo do título de eleitor.

Entre no Portal do Empreendedor

Em gov.br/empresas-e-negocios, opção “Quero ser MEI”. Não pague nada para abrir: sites que cobram para fazer isso por você não são oficiais.

Escolha a ocupação

Procure por Promotor(a) de vendas independente (CNAE 7319-0/02). Se você faz outras coisas, pode incluir ocupações secundárias.

Pronto: CNPJ na hora

O certificado sai na mesma tela. A partir daí, o único compromisso fixo é o DAS todo mês e a declaração anual de faturamento.

Com o CNPJ na mão, é só fazer o seu cadastro — documento com foto, currículo e dados bancários.

Custos e nota fiscal

O que você paga — e o que não paga

O DAS do MEI

O custo fixo da sua empresa: R$ 86,05 por mês em 2026, valor que acompanha o salário mínimo e muda a cada janeiro. É esse boleto que garante o seu INSS — sem ele, os direitos da seção 1 não correm.

Na TradeFlexPro

Sem mensalidade e sem taxa de cadastro. A Taxa de Uso incide sobre serviço aprovado e vem em nota separada, contra o seu CNPJ — uma por mês, até o dia 5 do mês seguinte — e é despesa dedutível da sua atividade. A habilitação também não tem custo.

A nota do serviço é sua

Você emite contra a empresa, pelo valor que o app mostra no rascunho. Emitir não custa nada no Emissor Nacional (pelo site nfse.gov.br — o aplicativo NFS-e Mobile não tem o campo do Intermediário) e não exige certificado digital: basta a conta gov.br Prata ou Ouro. O app mostra o rascunho pronto — tomador, valor, item e competência.

O prazo, sem correria

Até o dia 5 do mês seguinte ao serviço aprovado. Dentro dele você emite quando quiser: nota a nota, por semana ou tudo de uma vez. O repasse sai toda sexta-feira, por Pix, para as notas enviadas no app até a quarta anterior, às 23h59 (sexta com feriado: no dia útil anterior). Se o prazo passar, o seu dinheiro não se perde — é só falar com o suporte para regularizar a competência.

Perguntas frequentes

Abrir MEI corta o meu Bolsa Família?

Não existe regra que corte o benefício por causa do CNPJ. O que define o direito é a renda por pessoa da sua família. No Cadastro Único o MEI declara o lucro — o que sobra depois dos gastos do negócio —, e não o faturamento; como promotor tem pouca despesa, esse valor fica perto do que você recebeu. Se a renda por pessoa passar do limite, entra a Regra de Proteção: metade do benefício por até 18 meses. Confirme sempre no gov.br ou no CRAS.

Preciso avisar alguém quando começar a receber pelos chamados?

Sim: procure o CRAS e atualize o Cadastro Único sempre que a sua renda mudar. Não é burocracia à toa — cadastro desatualizado é o que causa bloqueio do benefício e cobrança de devolução depois. Atualizado, você fica tranquilo para trabalhar.

O que eu ganho abrindo o MEI?

Aposentadoria por idade (62 anos com 15 de contribuição para a mulher, 65 com 20 para o homem), auxílio por incapacidade temporária, salário-maternidade de 120 dias, pensão por morte para os seus dependentes — e o CNPJ, que abre conta de pessoa jurídica, linhas de crédito para empresa e a emissão da sua própria nota. Lembrando que cada benefício tem carência: um mínimo de meses pagos antes de valer.

Quanto custa manter o MEI?

O DAS mensal — R$ 86,05 em 2026, valor que acompanha o salário mínimo e muda todo janeiro. Não precisa de contador, e a declaração anual de faturamento você mesmo faz pelo portal, sem custo.

E se eu passar do limite de faturamento do MEI?

O MEI tem um teto de faturamento por ano. Passando dele, a sua empresa migra para ME no Simples Nacional — aí sim entra contador. É um problema bom de se ter, e não acontece de surpresa: você acompanha o seu acumulado na carteira do app e o limite vigente está no Portal do Empreendedor.

A TradeFlexPro abre o MEI para mim?

Não — quem abre é você, e é de propósito: a empresa é sua. O que fazemos é mostrar o passo a passo, sem pressa e sem custo. Abrir MEI é gratuito no Portal do Empreendedor; desconfie de quem cobra para fazer isso.

Já tenho ME, posso atuar?

Pode. Quem já tem ME no Simples Nacional atua normalmente — o que a plataforma exige é CNPJ ativo e nota fiscal de serviço.

Sou obrigado a aceitar chamados?

Nunca. Você escolhe livremente o que aceitar, vendo antes o valor, o local e o que fazer — e recusar não reduz as suas próximas ofertas. Essa liberdade é parte do modelo: não há vínculo de emprego, não há exclusividade e você pode atender outras plataformas e clientes próprios.

Regularizar não é perder. É ganhar direitos.

Quem atende chamados pela TradeFlexPro atua como MEI ou ME, emite a própria nota e escolhe os serviços que quer fazer. Com o CNPJ na mão, o cadastro leva poucos minutos.